sábado, 22 de outubro de 2011

Dixie Dregs - What If - 1978


Steve Morse nasceu em Ohio , 28/07/1954, e aos 13 anos inluenciado por Hendrix,Jeff Beck,Blackmore,J.Page entre outros iniciou se a arte de inovar e tocar guitarra. O fabuloso guitarrista e ‘leprechaun’ Steve Morse, de personalidade musical carismática e técnica refinadíssima, é também o mentor da banda e responsável pelo estilo extremamente pragmático, preciso e intrincado de todas as composições e arranjos. Para se tocar as ‘fantásticas’ idéias que surgem de sua mente, somente um time composto por músicos de grande talento e versatilidade como Andy West (velho amigo da academia militar), Allen Sloan (da philarmônica de Miami), o criativo Mark Parrish e o excepcional baterista Rod Morgenstein, poderiam tornar concreto.


‘What If’ vem a ser o segundo álbum oficial da banda, posterior ao mais alegre ‘Freefall’ (77). A partir de ‘What If’, o som da ‘Escória do Sul’ (significado do nome da banda em português) amadureceria, se tornaria mais entrosado e um pouco mais pesado. A se julgar pelo estilo de som instrumental e virtuoso, a presença de violino e as influências no estilo de Morse (grande fã do venerado guitarrista inglês John McLaughlin), a banda absorve um conceito musical semelhante ao da cultuada Mahavishnu Orchestra, só que com sonoridade menos dissonante, mais divertida e inclinada para o southern rock. Aqui Morse mostra o que muito guitarrista deve aprender , compor para a música e não somente um exercicio de tocar notas , tentem ouvir as músicas sem a guitarra , e vejam que ela é para a banda.


Seja na mais imponente ‘Take It Off The Top’, nas mais progressivas ‘Odyssey’ e ‘Night Meets Light’, na funkeada ‘Ice Cakes’, na bucólica e barroca ‘Little Kids’ ou ainda na ótima ‘Travel Tunes’ (única escrita por West), a qualidade e perfeccionismo das performances é admirável, visto inclusive que a tecnologia e recursos de estúdio da época não possibilitavam ajustes das notas após a execução (coisa que com os ‘Protools’ de hoje é perfeitamente possível). As músicas possuem um aspecto ‘solar’ bastante intrínseco, a palhetada da guitarra de Morse é rude e veloz, Parrish exibe grande variedade de timbres de seus teclados e os solos e improvisos de todos os músicos costumam ser sempre vibrantes e bem espirituosos. A faixa ‘What If’ (que junto com ‘Ice Cakes’, está presente na primeira demo do grupo) leva bons toques de jazz e é a de estilo mais cool do disco. E, como não poderia faltar em um trabalho da banda, o country-boogie ‘Gina Lola Breakdown’ marca aqui a presença desse estilo.
Peça fundamental na sua coleção.


Discografia Básica do Rock - Foghat - Live - 1977





Foghat é mais uma das grandes bandas setentistas que muita gente desconhece. Apesar do visual do quarteto ser típico daqueles fazendeiros texanos bigodudos saídos desses filmes enlatados do velho-oeste norte-americano, os caras são ingleses, sendo que Dave Peverett e Roger Earl fizeram parte do famoso Savoy Brown ainda na Inglaterra. Depois de formado o Foghat, que foi ignorado em terras inglesas, se mudam em definitivo para os EUA, fazendo bastante barulho por lá.

"Foghat Live” (1977), é o sétimo álbum e o primeiro registro ao vivo, foi produzido por Nick Jameson e capturou a banda na melhor fase de sua carreira com sua música estilo boogie (blues mais veloz e pesadão, bem misturado com rock n´roll e beirando o hard rock). A banda é somente voz, duas guitarras, baixo e bateria, e mesmo com essa “limitação” de instrumentos a banda é um rolo-compressor de energia, esbanjando criatividade em suas composições e muita competência na hora de tocar.


Lembrando que na década de 70 ainda não existiam os hoje famosos “overdubs”, as correções em estúdios das falhas na gravação original, recursos que atualmente muitas bandinhas e até mesmo feras consagradas por aí usam para suprir sua deficiência ao vivo . Naquela época os músicos realmente tinham que tocar na raça, e é o que Foghat fez e muito bem feito nesse seu trabalho, que chegou a ganhar platina dupla pelas vendagens na época. O único ponto fraco desse álbum é sua quantidade de músicas: somente seis faixas clássicas, sendo que destas, duas são covers.

O álbum começa com o sucesso “Fool for the City”, com o vozeirão de Dave Peverett mandando muito bem e ótimos solos de Rod Price, principalmente o solo no final da música, bem longo, contagiante e com muito feeling. Aliás, o que esse Rod sola é brincadeira, mesmo após mais de vinte anos seu trabalho na guitarra ainda mantém um frescor e tanto. Todas as faixas do disco ele se sai muito bem, com a cozinha correndo atrás. Segue-se “Home in my Hand” entre assovios e muita agitação da platéia. A terceira faixa, “I Just Want to Make Love to You”, um cover de Willie Dixon, que acabou saindo bem mais pesado que o blues original. “Road Fever”, um verdadeiro arrasa-quarteirão rock n´roll com pitadas de blues, com os solos de Dave e Rod mais animais do disco, inclusive com slide guitar. Honey Hush, o segundo cover em que Foghat novamente transforma blues em puro peso e muitos solos cheios de agitação da platéia. Pobre baixista e baterista, os caras devem ter se acabado nesta canção para acompanhar as guitarras... E o disco termina em grande estilo com “Slow Ride”, um verdadeiro registro de uma apresentação animada e com muita participação do público.
Para encerrar, um último toque: se vocês apreciam “Made in Japan” do Deep Purple, Tokio Tapes do Scorpions ou Live at the Fillmore dos Allman Brothers, que são considerados por muitos como sendo a nata dos álbuns ao vivo nos anos 70, escutem esse Foghat Live, pois pode ser que alguns de vocês mudem de opinião.Compre.
Banda:
Craig MacGregor - Bass, Vocals
Lonesome Dave Peverett - Lead Vocals, Guitar
Roger Earl - Drums
Rod Price - Lead Guitar, Vocals

Músicas :
Foll fot the City
Home in my Hand
I Just Want to Make Love to You
Road Fever
Honey Hush
Slow Ride



DVD - Glenn Hughes - Soulfully Live in the City of Angels


Nota : 9,5
“The Voice of Rock!!!!!”. Este é o melhor adjetivo para caracterizar Mr. Hughes. O senhor que nos anos 70 conseguiu a façanha de substituir Roger Glover no Deep Purple, ajudando a inaugurar uma nova era para a banda (junto com David Coverdale e os demais integrantes), que antes integrou o lendário Trapeze, que passou por sérios problemas com drogas nos anos 80, prejudicando inclusive uma participação no Black Sabbath na época divulgando o álbum “Seventh Star”, e que se recuperou fantasticamente, cantando ainda mais do que nos anos 70 e fazendo cd’s de alto nível. Aproveitando toda essa bagagem musical, o mesmo registrou 11 faixas ao vivo no Sound Image Studio na Califórnia e lança este DVD.
Este DVD é cercado de vários aspectos interessantes: o primeiro é o fato do local ser um estúdio bem pequeno, com uma platéia reduzida, dando ao show um toque intimista, quase um ensaio com público. O segundo é a decoração do mesmo, com várias velas e uma tapeçaria de primeira, criando um ambiente agradabilíssimo. Gleen misturou faixas de seu período no Purple, alguma coisa do Trapeze e sua carreira solo.

 
Para tal empreitada Mr Hughes cercou-se de uma banda de fazer inveja: seu eterno comparsa JJ Marsh na guitarra, George Nastos também na guitarra, Ed Roth nos teclados, Chad Smith (Red Hot Chilli Peppers) na bateria e ainda se deu ao luxo de convidar Kevin Dubrow (Quiet Riot) e Alex Ligertwood para alguns backings e com a banda  tocando com muito peso. A bateria de Chad é segura e agressiva e os “riffs” de JJ são cortantes e  banda mostra estar azeitadíssima. “Can’t Stop the Flood” abre os trabalhos, seguidas por “Higher Place” e a cadenciada “Written All Over Your Face”. Mr Hughes continua cantando como sempre, ou seja, magnificamente.




Os destaques ficam para “Mistreated” (aonde Glenn dá um show nos vocais), “Meduza” e “Coast to Coast”, interpretadas com muita beleza pela banda. Por sinal todos estavam inspirados naquele dia. “You Keep On Moving” encerra o show com extrema competência. Hughes ainda se mostra cada vez melhor como baixista .
Como extras temos algumas entrevistas com Gleen e Kevin Dubrow, aonde ambos falam sobre o evento, mas infelizmente a falta de legendas prejudica um pouco a compreensão, sendo este o único ponto negativo do dvd, e uma interessante galeria de fotos.
Um DVD muito legal, principalmente pela proposta de um show inusitado, diferente do usual (Glenn poderia gravar um show com maior público mais optou por um ambiente bem mais “aconchegante”) e pela performance de todos, simplesmente matadora... se você conhece o significado do termo “Rock and Roll”, compre e fique com este dvd para toda a vida.



quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Blues Sobrenatural e o Melhor Guitarrista de Blues da Inglaterra.



Nota : 10
Acredito que as artes devam existir para mudar nossas vidas, assim como as de quem as produz. No caso da música isso fica mais explícito e existem vários músicos e bandas que conseguiram essa façanha durante suas carreiras.No caso do Blues , a minha opnião é que poucos músicos detém esta façanha e um deles sem a menor dúvida foi Peter Green. Green teve a difícil posição de tocar nos BluesBrakers de John Mayall , grande historiador e músico de Blues , que teve na sua banda os guitarristas Eric Clapton e Mick Taylor. Feito isso com grande profissionalismo Green pulou fora da banda de Mayall e junto com o baixista John Mcvie e encabeçaram a 1ª e clássica formação do Fleetwood Mac. Tendo um timbre gordo e limpo, dinâmicas radicais e entonação certeira fizeram que Green tivesse uma destreza com seu instrumento , uma Gibson Les Paul sunburst 1959 com um captador do braço invertido, timbre fora de fase, e um toque  e estilo mais melódico que nenhum guitarrista jamais tentou copiar , até porque ele iria morrer tentando copiar Green.


A formação completou-se com o vocalista e guitarrista Jeremy Spencer, fortemente influenciado por Elmore James e o baterista Mick Fleetwood. Apareceram pela primeira vez no British National Jazz & Blues Festival, em agosto daquele ano, com o nome de Peter Green’s Fleetwood Mac, assinando em seguida com o empresário/produtor de blues Mike Vernon, do selo Blue Horizon. Sinceramente não consigo destacar faixas desta pérola do Blues inglês , este seria o Santo Graal do Blues inglês em relação a timbre, pegadas e  interpretações das músicas.Pois aqui temos espalhados Bends Escalares de precisão cirurgica , danças de Double Stops , linhas de guitarra distorcidas e notemos os solos de Green se movendo de um grito seco e vazio para um som encharcado de reverb.


Mas infelizmente essa história do melhor guitarrista de Blues inglês , teve seus percalços e como já era esquizofrênico, o guitarrista começou a abusar do LSD, e seu estado foi ficando cada vez pior e num acesso de misticismo, ele resolveu deixar o grupo e a vida musical. Com sua estrutura profundamente abalada, o Fleetwood Mac se afastou por alguns meses. No ano seguinte, foi a vez de Jeremy Spencer; durante uma turnê pelos EUA, ele desapareceu em Los Angeles, sendo encontrado dias depois num templo da seita filhos de Deus, disposto a ficar por lá e abandonar a carreira musical. Enfim temos aqui uma produção que nada deixa a desejar , se você curte Blues tem um dos melhores discos já gravados do estilo , se sua praia são guitarristas , aqui tem um que vai te deixar lições eternas de como colorir com suas próprias cores o som da sua banda e se você tiver pensando em formar uma banda de Blues este é seu disco de cabeçeira . Compre , ouça e deixe que o Blues e Peter Green te levem para seus próprios mundos e te mostrem que o estilo que um dia foi cantado por escravos que colhiam algodão, é a base principal da música do século passado.

Músicas: 
01. My Heart Beats Like A Hammer
02. Merry Go Round
03. Long Grey Mare
04. Shake Your Moneymaker
05. Looking For Somebody
06. No Place To Go
07. My Baby's Good To Me
08. I Loved Another Woman
09. Cold Black Night
10. World Keeps On Turning, The
11. Got To Move

A Má Companhia do Rock e seu Debut - Bad Company - 1974


Após o encerramento das atividades do Free, poucos acreditavam que Paul Rodgers poderia lançar algo tão bom em tão pouco tempo. Pois  o processo que leva ao encerramento das atividades de uma banda é estressante, cansativo e avassalador, principalmente em um caso como o do Free, onde Rodgers, Kirke e Andy Fraser viram a amizade entre os integrantes ser devastada pela dependência química de Paul Kossoff.
De todo esse processo surgiu o Bad Company. Do Free vieram Paul Rodgers e Simon Kirke. Do Mott the Hoople veio o guitarrista Mick Ralphs, enquanto o King Crimson havia sido a banda anterior do baixista Boz Burrell. Essa formação fez com que a imprensa logo os rotulasse como um supergrupo, característica que ficou ainda mais forte após Peter Grant, o lendário empresário do Led Zeppelin, anunciar que também seria manager do grupo. Essa ponte entre as duas bandas fez com que o Bad Company fosse o primeiro contratado e lançasse o primeiro disco do Swan Song, o selo fundado pelo Zeppelin de chumbo.



  Lançado em 15 de junho de 1974, Bad Company foi um sucesso tremendo, com o álbum atingindo o primeiro posto nos charts da Billboard.
Realmente, as oito faixas que formam o álbum apresentam uma qualidade indiscutível. “Can´t Get Enough” é uma pedrada hard guiada pela guitarra de Ralphs; “Rock Steady” é um hard blues onde toda a banda se destaca, com destaque para Ralphs e para a magnífica interpretação de Rodgers; a balada “Ready for Love” se transformou em um dos maiores clássicos do grupo.Vimos aqui também uma produção muito bem feita e polida, a gravação e a mixagem muito bem feitas.





A música que dá nome ao grupo e ao disco, “Bad Company”, é uma densa balada blues que contém uma das melhores interpretações de toda a carreira de Paul Rodgers, um vocalista que deveria ser muito mais reconhecido do que é. Marca registrada da banda, até hoje é um dos pontos altos dos shows do conjunto. “The Way I Choose” revela momentos lindos em suas linhas vocais e em seu arranjo, emocionando todo e qualquer apreciador de música. O álbum fecha com o single “Movin´ On”, que traz enormes influências do Free, e a clássica “Seagull”, uma das mais emblemáticas composições do grupo. 
O disco foi gravado por altas doses de cocaína e álcool, briga pela escolha do nome da banda entre o vocalista e a gravadora que nunca concordou e achava que deveria ser mudado, mas Paul tanto bateu o pé que sua vontade se fez valer, seria o 1º disco gravado pelos ex integrantes do Free e havia muita expectativa sobre o resultado , pois é , o resultado é que trata - se de um dos melhores discos que ouvi e é um disco para toda a vida. 

Músicas:
1. Can't Get Enough - 4:16
2. Rock Steady - 3:47
3. Ready for Love - 5:02
4. Don't Let Me Down - 4:21

5. Bad Company - 4:50
6. The Way I Choose - 5:05
7. Movin' On - 3:24
8. Seagull - 4:02

 





  



terça-feira, 18 de outubro de 2011

Milton Nascimento e Lô Borges - Clube da Esquina - 1972



Em 1970, Milton Nascimento já tinha quatro discos lançados e a fama de cantor e compositor fora de série . Só que, em vez de partir para mais um álbum de composições próprias, ele resolveu dividir a criação e deixar sua música ser inseminada por outras cabeças.
Milton convidou o amigo Lô Borges, que conheceu ainda criança em Belo Horizonte, para dividir as composições. Ele sabia que podia confiar no taco beatlemaníaco do rapaz, pois tinha gravado três músicas de Lô no disco anterior, Milton.
 Em uma casa alugada na praia de Piratininga, em Niterói, Milton e Lô passaram um ano e meio compondo e recebendo a visita de amigos letristas como : Fernando Brant, Ronaldo Bastos e Márcio Borges e o músico  Beto Guedes.
As músicas foram gravadas nos estúdios da Odeon no Rio, "tudo ao vivo, só com os vocais colocados mais tarde", como contou Lô. As ideias e os arranjos iam surgindo no estúdio. Todos davam palpites, inclusive os letristas. O resultado desse esforço coletivo chegou às lojas no auge dos tempos barra-pesada da Ditadura e, segundo Lô, foi recebido com frieza: "Diziam que era música de uns caras que tocavam violão, olhavam para as montanhas e falavam de nuvens e céu azul".
Clube da Esquina é tido como o disco que lançou o som e a turma dos "mineiros" (de fato, ele envolve Lô, Beto, Toninho Horta, Nelson Ângelo, Tavito e um monte de músicos de lá), mas a "mineirice" de Clube da Esquina não está em supostas raízes ou ritmos folclóricos. Está na tradição de juntar uma galera num boteco, ouvir e falar de Beatles, rock progressivo, tocar violão e  olhar para as montanhas.
A voz abençoada de Milton, o mistério das letras e as levadas folk rock piraram a cabeça da rapaziada da época, e a versão em CD, lançada 20 anos mais tarde, foi recebida como um tesouro no Japão (onde existe o Fã-Clube da Esquina), na Europa e nos EUA.
A mistura de baladas beatle e MPB com sabor afro-latino soa muito bem. Ainda mais nas
canções sensacionais de Milton (como "San Vicente", "Cravo e Canela", "Nada Será Como Antes") e Lô (Tom Jobim era fã de "Trem Azul", David Byrne de "Um Girassol da Cor de seu Cabelo").

A casa na praia em Niterói, em que brotaram essas músicas, deveria ser tombada e ter uma placa: "Aqui nasceu um dos discos mais influentes, e na opnião desse que vos escreve, o mais bonito da MPB."
Disco para toda a vida.
Faixas:
1  - Tudo Que Você Podia Ser 2:57
2  - Cais 2:45
3  - O Trem Azul 4:05
4  - Saídas e Bandeiras nº 1 0:45
5 - Nuvem Cigana 2:59
6  - Cravo e Canela 2:31
B1  - Dos Cruces 5:22
B2  - Um Girassol da Cor de Seu Cabelo 4:12
B3  - San Vicente 2:46
B4  - Estrelas 0:28
B5 - Clube da Esquina  3:38
C1  - Paisagem na Janela 2:58
C2  - Me Deixa em Paz 3:05
C3  - Os Povos 4:30
C4 - Saídas e Bandeiras nº 2 1:30
C5  - Um Gosto de Sol 4:20
D1 - Pelo Amor de Deus 2:06
D2 - Lilia 2:33
D3 - Trem de Doido 3:58
D4 - Nada Será Como Antes 3:23
D5 - Ao Que Vai Nascer 3:20


 

domingo, 16 de outubro de 2011

Quando o Jethro Tull foi para a Floresta e Gravou Songs From The Wood - 1977



Songs From The Wood têm em sua sonoridade elementos mais Folk e Hard Rock do que do próprio Progressivo, e mesmo assim mantêm em sua essência várias características Prog.Não há influências do barroco, por exemplo, que influênciou álbuns como o Benefit.Apesar de possuir faixas mais curtas que a maioria dos álbuns do Jethro Tull, esté é com certeza um dos mais clássicos da discografia desta grande banda.A sonoridade de Songs, remete a florestas e fazendas,pois cansado do mainstream e do alvoroço que o disco anterior havia alçado,Ian Anderson e sua trupe se escondem pelas florestas  inglesas.



Songs From The Wood - O disco já abre com a faixa-título, uma das que mais possuem variações no álbum. Ela inicia com um coral que repete os versos de Anderson. Ao longo da faixa você vai se deparar com vários temas cheios de flautas harmoniosas e pianos discretos porém notáveis.
Jack-In-The-Green - A mais curta do disco é uma faixa relativamente simples, mas muito carismática. Todos os instrumentos da faixa foram tocados por Anderson, que fez a formula "violão-e-voz" funcionar melhor aqui.
Cup of Wonder - Um dos grandes clássicos do Jethro Tull. Nota-se um total entrosamento entre os integrantes, com flauta, guitarra e tudo o mais em harmonia, principalmente no trecho instrumental, que antecede a última estrofe.
Hunting Girl - Mais agressiva que as faixas anteriores. A faixa tem um tema central num estilo meio medieval que soa bem chamativo.
Ring Out, Soltisce Bells - Tem um ritmo de celebração, que a faz soar adorável. Ring Out.. tem um dos mais belos refrões que já ouvi. Em certo ponto, ao invés de voltar ao tema central, o refrão finaliza dando a deixa para uma melodia belissíma, com ecos nos vocais e um solo de piano rápido, mas notável. Após isso, retorna-se mais uma estrofe com a melodia principal seguida pelo último refrão, agora com sinos, fazendo juz ao nome. Os sinos acompanham o final em fade, aqui isso soa muito bem.

Velvet Green - Outro tema medieval. Após algumas estrofres com essa melodia, entra uma outra completamente diferente, que dá um charme todo especial a música. Após o terminio deste, ouve-se um "one, two three, four!" seguido por um trecho onde todos os instrumentos unem-se numa só melodia.
The Whistler -  Apesar de sua simplicidade aparente causa pelo seu tema central no violão, aqui oculta-se uma composição maravilhosa.
Pibroch (Cap In Hand) - A mais longa do álbum. Seu riff de guitarra inicial, que repete-se várias vezes, é bem pesado, ao contrário do tema central, quase melancólico. O ponto alto que é o exaltado solo de flauta, que chega a soar meio exibicionista, mas que adiciona muito a canção.
Fire At Midnight - O álbum encerra com uma balada sem igual, deliciosa.Simples e direta.
Songs From The Wood é um item obrigátorio pra quem curte a junção de rock com folk, misturadas a pitadas geniais de Ian e sua banda, que lançam mais um disco que tem de estar na sua prateleira.